Evaldo Cruz



Evaldo Cavalcanti da Cruz (Campina Grande, 21 de agosto de 1931 - 28 de junho de 1985) foi um jornalista, advogado, professor universitário e político brasileiro.
 
Natural de Campina Grande/PB, Evaldo Cruz é filho do médico Severino Henriques da Cruz e de Stelita Cavalcanti da Cruz.

Evaldo Cruz foi casado com a pernambucana Lúcia Piquet da Cruz, com quem teve 5 filhos: Luciano Piquet da Cruz, Fábio Piquet da Cruz, Saulo Piquet da Cruz, Andrea Cavalcanti da Cruz e Márcio Piquet da Cruz.

Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da UFPE, em 1955.

Foi vereador de Campina Grande pela UDN (União Democrática Nacional) de 1955 a 1959 e Prefeito de Campina Grande de 31/01/1973 a 31/01/1977 (primeiro Prefeito da cidade eleito por voto direto após o Golpe Militar de 1964) Também exerceu as seguintes atividades profissionais: Promotor Público Substituto da Comarca de Campina Grande (1961), Chefe do Departamento Econômico da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba de 1962 a 1967, Chefe do Departamento de Finanças e Contabilidade da Faculdade de Ciências Econômicas da UFPB de 1965 a 1967, Presidente da Companhia de Industrialização do Estado da Paraíba de 1967 a 1969, Professor Titular da disciplina "Finanças Públicas" do Centro de Ciências e Tecnologia da UFPB, desde 1962, Diretor Administrativo da Campina Grande Industrialização S/A (CANDE), de 1969 a 1972.

Em 1977 concluiu o Curso Superior de Guerra da Escola Superior de Guerra, no Rio de Janeiro/RJ.

Sua última atividade profissional foi como Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, de 1979 até a data do seu falecimento, em 1985.

Evaldo Cruz foi também Imortal da Academia Campinense de Letras, ocupando a cadeira 28.

Em sua gestão na Prefeitura de Campina Grande, Evaldo Cruz se deparou com grande dificuldades financeiras, acarretadas pela nova política federal de distribuição de receitas aos Municípios, que privilegiou as Capitais dos Estados, independentemente das necessidades maiores de alguns municípios, como era o caso de Campina Grande. Em explanação à Comitiva do Vice-Presidente da República, em 31 de agosto de 1973, o então prefeito Evaldo Cruz assim se manifestou: "[...] há um aspecto interessante, que talvez diferencie Campina Grande da grande maioria dos municípios brasileiros: é que ela está exatamente encravada entre as três principais regiões do Estado [...] este compartimento da Borborema abrange cinquenta e cinco municípios que, em sua grande maioria, vivem em função de Campina Grande. Daí principalmente a importância de nosso município na economia paraibana [...] um município como o de Campina Grande, polarizador de inúmeros outros municípios, para investir tem que realizar empréstimos, porque, na reforma do sistema tributário brasileiro, de 1965, muitas rendas dos municípios foram retiradas. O Município ficou com uma parcela desta renda apenas, mas os encargos permaneceram." (texto retirado do "Memorial da Associação Comercial e Empresarial de Campina Grande" - junho de 2016)

Mesmo diante dessa dificuldade financeira, Evaldo Cruz norteou sua administração no desenvolvimento e revitalização urbana da cidade de Campina Grande, executando 85%(*) do Plano de Desenvolvimento Local Integrado (PDLI), elaborado em 1971 pela Companhia de Desenvolvimento de Campina Grande (COMDECA).
(*) Informação dada pelo próprio Evaldo Cruz no Anuário de Campina Grande de 1980.

Em sua gestão à frente do Município de Campina Grade, podem ser destacadas as seguintes obras, totalmente concluídas:

PARQUE Açude Novo (hoje Parque Evaldo Cruz), constituído de Museu de Artes Plásticas, Monumento aos Índios Ariús, Fonte Luminosa e Sonora, anfiteatro ao ar livre e recreação infantil.

PÁTIO DA ESTAÇÃO VELHA, contendo Museu do Algodão, recreação infantil, restaurantes, boates e dependências para exposições e artesanatos.

URBANIZAÇÃO DA AVENIDA CANAL, com construção de calçadas, ajardinamento, iluminação e dois giradores para maior facilidade de tráfego.

RESTAURAÇÃO DO Teatro Municipal Severino Cabral., com construção de camarins, instalação de sistema sonoro de alta potência, novo palco, bar e outros melhoramentos. Junto com essa revitalização, foi responsável pela realização de diversos festivais de teatro, incluindo o I Festival Nacional de Teatro Amador (I FENAT) e I Festival de Inverno de Campina Grande, este último reconhecido nacionalmente, pelo qual já passaram inúmeros e importantes grupos e personalidades do teatro e da música nacional. Pelas suas realizações nessa área, Evaldo Cruz passou a ser chamado de "Prefeito da Cultura".

RECUPERAÇÃO DO AÇUDE VELHO, com desassoreamento do leito da bacia (60.000m3), reconstrução dos muros de arrimo e calçadas, nova iluminação e construção
de ancoradouro com lanchonete e parque.

CONSTRUÇÃO DO CALÇADÃO DA CARDOSO VIEIRA, posteriormente denominado "Jimmy de Oliveira".
Evaldo Cruz também deu prioridade a expansão do sistema de esgoto sanitário, com construção de aproximadamente 60km de meio-fio e linhas d´água, beneficiando a maior parte dos bairros da cidade.

Em sua Administração Municipal, Evaldo Cruz trouxe para Campina Grande o Estádio Amigão, empreendimento que fez justiça à qualidade do futebol apresentado pela cidade.

Também foi em sua administração que foram instituídos os símbolos heráldicos de Campina Grande, como o Hino do Município (Lei nº 84, de 05/10/1973) e a nova Bandeira, juntamente com o Brasão e o Estandarte (Lei nº 54, de 26/08/1974).

Após deixar a Prefeitura, Evaldo Cruz reativou a publicação do Anuário de Campina Grande (que teve sua primeira e única edição em 1926), com edições nos anos de 1980, 1981 e 1982. Em 1983, mesmo já tendo selecionado o material para uma nova publicação, deixou de fazê-la por dificuldade na obtenção de patrocínio.

Comentários